Empresas sem boas práticas jamais serão sustentáveis numa visão de longo prazo

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“Entre o dizer e fazer existe o mar”, diz um provérbio italiano. Ele se aplica as boas práticas corporativas alinhadas com os princípios e diretrizes da sustentabilidade.

Desde que as questões ambientais e socioambientais começaram a aparecer no radar das organizações, modelos de gestão foram desenvolvidos e compartilhados. Uma dezena de bons autores trouxeram luz e criticidade neste processo de construção da gestão responsável e competitiva.

John Elkington trouxe o Triple Bottom Line (Social, Ambiental, Econômico) nos anos 90, e mais recentemente trouxe o conceito do capitalismo regenerativo no livro “Cisnes Verdes: A Crescente Onda do Capitalismo Regenerativo”. Também não podemos deixar de citar as propostas econômicas do Green New Deal para conter a tripla crise (financeira, energética e climática), e o IDH Verde que leva em consideração as emissões de dióxido de carbono e a pegada ecológica dos processos produtivos no Índice de Desenvolvimento Humano.

Nas últimas 2 décadas a ONU lançou 2 agendas globais para o desenvolvimento sustentável: Os Objetivos do Milênio – ODM (2000), e os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável- ODS (2015).

Com olhar para fora, as organizações aderiram as metas voluntárias dos ODS, e com um olhar para dentro, remodelaram suas estruturas organizacionais incluindo e empoderando áreas e profissionais com expertise em sustentabilidade. Do chão de fábrica a alta gerência, as temáticas integradas ao conceito da sustentabilidade ganharam corpo, e de forma transversal permearam todas as áreas da organização, extrapolando seus muros e chegando aos stakeholders por ser uma questão de interesse difuso.

Não se pode falar em inovação e excelência sem considerar os componentes do velho e bom triple bottom line, que mais recentemente teve sua releitura no conceito ESG (Environmental, Social and Governance). Com as novas tecnologias tudo evoluiu num ritmo muito mais rápido, mas na mesma direção. Haja visto, a proposta da Sociedade 5.0, um conceito japonês que propõe a convergências das novas tecnologias para acelerar o desenvolvimento humano. A Sociedade 5.0 é resultado das tecnologias avançadas já em uso na Indústria 4.0.

Organizações conectadas com as propostas que vão nesta direção sabem que sustentabilidade é sinônimo de perenidade. Suas boas práticas são contínuas e não pontuais.

Não podemos nos perder nos emaranhados de siglas e propostas que remetem a sustentabilidade. Empresas sem boas práticas jamais serão sustentáveis numa visão de longo prazo. Quanto mais boas práticas, maiores as chances de a empresa manter sua competitividade. Em outras palavras, maiores as chances de se manter saudável no ecossistema corporativo se adaptando aos desafios presentes e futuros.

A grande questão fica por conta do risco da análise. Como separar o joio do trigo? Como identificar as detentoras das melhores práticas já que não existe empresa que se autodeclare adotante de más práticas. Aí entra a linguagem código aberto das empresas coerentes e transparentes.

Empresas tem mais que estratégias e sistemas de controle. Empresas tem práticas que podem ser aferidas se padronizadas em cases. Quanto melhor for a performance do case em suas entregas (resultados), melhores foram as práticas adotadas, assim como, maiores as chances da inovação e excelência serem parte integrante do processo.

Peter Drucker e W. Edwards Deming disseram “O que não se mede, não se gerencia”, e os cases das organizações podem ser aferidos com métricas de Benchmarking, uma ferramenta de gestão simples e muito eficiente para filtrar as melhores práticas.  E, com o incremento das novas tecnologias a metodologia ganha mais robustez e precisão.

Com 2 décadas de atuação e mais de 400 cases Benchmarking selecionados e certificados, o Programa Benchmarking Brasil desenvolveu a ferramenta BISA (Benchmarking Inteligência Sustentável) com métricas que confere Score aos cases e suas boas práticas em termos de inovação e excelência alinhados aos critérios, exigências e propostas ESG e/ou SDG.

A metodologia BISA faz o escaneamento de mais de 500 tópicos relevantes da gestão sustentável conferindo score, ranking, certificação e comparativo. A metodologia combina avaliação digital e humana, e os cases com score superior além de certificados Benchmarking, passam a integrar o Banco de Cases servindo de parâmetros para os cenários comparativos (temáticas, ramos de atividades, segmentos e localização).

Comecei com um proverbio italiano (Entre dizer e fazer existe o mar), e encerro com a inversão da conhecida frase do Imperador Romano Júlio Cesar “A mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta”. Tomo a liberdade de inverter a ordem da frase para expressar minha percepção sobre empresas e boas práticas, parafraseando a frase da seguinte forma: “A empresa não basta parecer honesta (dizer que tem boas práticas), é preciso ser honesta” (provar que tem boas práticas).

Marilena Lino A. Lavorato: Especialista em Marketing, Negócios, e Sociologia. Diretora IMAIS, Idealizadora do Programa Benchmarking Brasil, Membro do Conselho Consultivo ABRAPS, Articulista, Palestrante, Editora e produtora de conteúdos especializados em sustentabilidade. Prêmio von Martius de Sustentabilidade da Câmara Brasil Alemanha, categoria Humanidades, 1º lugar em 2013, e, Prêmio Abraps Virada Sustentável pela atuação alinhada ao ODS 17 (Parcerias e Meios de Implementação) em 2019.

BISA é uma plataforma de gestão que acelera o desenvolvimento técnico das organizações para implantação ESG em seus negócios. BISA encurta a curva do aprendizado corporativo com metodologia que integra múltiplas tecnologias de medição, análise, e disponibilização de dados comparativos entre cases Benchmarking com Score Superior. www.benchmarkingbrasil.com.br

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