ODS 17, um instrumento fundamental na formulação de políticas

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O nosso bem mais precioso é a água. Não custa lembrar que o `Planeta Água`, como alguns preferem chamar a Terra, é constituído por 70% dela própria, a água. Coincidência ou não, quando nascemos nosso peso corporal é semelhante a isto (referências em números redondos). Com a idade vai relativizando, mas nunca é inferior a 50% nos humanos, independentemente da idade. Logo, a água nos é tão essencial à sobrevivência quanto o oxigênio.

E como é que se “fabrica” a água? Ora, ora, esta é uma pergunta que traz uma resposta teórica bem simplesinha de ser respondida mas que, paradoxalmente, é intrincada, por carregar fatores exógenos em sua formulação. Como se sabe, a água brota da terra, em nascentes. E para tal é preciso existir mata de proteção e retroalimentação. Assim, se existir pouca mata haverá pouca água e se, ao contrário, tivermos florestas em pé mais água nascerá. Equação que qualquer criança entende, mas os adultos nem sempre já que sobrep&o tilde;em os “interesses exógenos” (leia-se econômicos).

Nesses tempos de desarrumação ambiental (ou mudanças climáticas, como tem sido mais divulgado), com a pandemia do coronavírus trazendo junto o caos sanitário, temos visto com frequência derretimento de calotas polares, crescimento da lista de animais em risco de extinção, alagamentos alí e secas acolá. E como se tudo isto não fosse suficiente, surgem com força as queimadas – roubando-nos o oxigênio (primeiro para a sua combustão e, depois, pela diminuição) e as nascentes d´água, emporcalhando rios, destruindo a flora e ameaçando o habitat de um sem n&uac ute;mero de animais.

E o que deveria ser consenso, uma vez mais não é. Interesses econômicos que motivam a derrubada de florestas vão se sobrepondo ao belo. Interesses outros (não menos econômicos e nem sempre confessos, cabe frisar), que pretendem as florestas absolutamente intocadas, e procuram penalizar países como o Brasil, por meio de sanções econômicas, travestem-se de protecionismo de uma forma tão bem feita, que por vezes não se sabe o que é realmente proteção e o que são “fatores exógenos” ao meio ambiente.

No meio disso tudo há que se analisar os vários ODS (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, da ONU), perpassando por erradicação da pobreza e da fome, pela saúde e bem-estar, água limpa, vida sobre a terra e debaixo d´água etc. Uma sociedade próspera precisa, necessariamente, estar em equilíbrio e este só virá com a ODS 17, a de parcerias. Sim, é preciso colocar à mesa de discussões a vida humana em toda a sua essência, porque não alteramos vários cursos da natureza com outro objetivo senão o do bem-estar. E, no embate, a ODS 17 entra em ação como in strumento fundamental.

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Nelson Tucci é jornalista profissional diplomado, possui curso de extensão em Meio Ambiente e MBA em Comunicação e Relações com Investidores.

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