Professor de sustentabilidade da IBE conveniada da FGV alerta sobre impacto da carreira.

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Vivemos diante de um paradoxo geral entre economia, educação, emprego, capacitação e forma de enxergar a relação trabalho x carreira.”

Valores que antigamente se diziam importantes, como trabalhar até mais tarde, horas extras, ou seja, o sentimento de ser insubstituível, têm sido vistos em grau de importância, pelas novas gerações, por alguns outros atributos que, até então, não eram valorizados como: qualidade de vida, tempo para a vida pessoal, equilíbrio entre os vários papéis que desempenhamos em nossas vidas etc. Os mais antigos diriam que as novas gerações não possuem a mesma garra que a do passado.

Os papéis que desempenhamos, pelo menos em cinco esferas, são: vida espiritual; saúde; relacionamentos; trabalho e carreira e família.

Imaginemos que estas cinco esferas fossem um malabar.

Se todas elas não estiverem balanceadas e equilibradas, igualmente, com facilidade uma delas cairá no chão, mas apenas uma cairá no chão, pingará e voltará em sua mão pois todas as outras cairão e quebrarão como um cristal. Sabe qual delas será?

Se você respondeu trabalho e carreira, acertou!

Esta esfera é a única que podemos dizer que é de borracha, pois mesmo com altos e baixos, você conseguirá, com mais ou menos dificuldade, equilibrá-la novamente nos malabares da vida.

Uma das formas mais saudáveis de manter nossa esfera de borracha equilibrada e balanceada é nos aperfeiçoarmos a cada dia, através de cursos regulares de formação inicial e continuada. Atualmente, devido à era da informação, estamos vivendo momentos em que sobram informações e há falta de tempo para administrá-las. O aperfeiçoamento em cursos profissionalizantes nos dá uma sustentabilidade maior para continuarmos guiando nossas carreiras.

Quem vive em grandes metrópoles sabe o quanto é difícil a mobilidade urbana com grandes congestionamentos que geram perda de tempo. Outro fator é a violência que a cada dia aumenta e nos torna inseguros e nos expõe a riscos.

É exatamente neste cenário que o ensino à distância, ou EAD, vem preenchendo uma grande lacuna. Há muito deixou de ser sinônimo de curso barato e de qualidade duvidosa.

O Brasil vive um momento de crescimento e organização, nas várias metodologias existentes (síncronas ou assíncronas), acadêmicas e corporativas.

No Censo da Associação Brasileira de Educação a Distância – EaD.br de 2010 o número total de alunos cursando EaD em 2009, totalizou a quantidade de 2.597.357 que estudaram à distância.

Muito importante destacar que estes dados correspondem à amostra dos respondentes do Censo e não ao Universo da amostra no Brasil, que provavelmente é muito maior do que a aqui apresentada.

Considerando o Censo EaD.br, que contabiliza todos os cursos à distância ofertados no país, mas não separa por tipo de curso, o cenário atual no Brasil é o seguinte, 2793 cursos ofertados.

Os expressivos números mostram uma grande tendência do EAD de se transformar, em breve, em um grande instrumento de capacitação e qualificação profissional, em massa e que obedece aos três eixos da sustentabilidade que o mercado corporativo tanto persegue, levando em conta os aspectos sociais, ambientais e econômicos.

Se comparado com o método tradicional, nos três aspectos o EAD leva vantagem, sendo:

Ambiental – Mobilidade urbana – menos emissão de CO2, deslocamento, materiais indiretos etc.

Social – Inclusivo – Garante que pessoas, com dificuldades de mobilidade, seja por distância, seja por incapacidade, conseguem ter acesso a conteúdo e informações necessárias para seu aperfeiçoamento.

Econômico – Accessível – Muito mais barato que o os cursos tradicionais. Muitas vezes pode ser ofertado dentro do ambiente de trabalho sem que o colaborador tenha que se deslocar ou se ausentar de seu posto.

É sob esta ótica que temos que enxergar a sustentabilidade. Se não equilibrarmos equitativamente fatores econômicos, ambientais e sociais internos e externos à organização, com certeza este desequilíbrio poderá ser danoso, ao longo do tempo.

O uso responsável dos recursos criando um ambiente de investimento compatível e estímulo para medidas éticas e de boas práticas empresariais, é o que garantirá o equilíbrio desejado.

 

Por Luiz Fernando de Araújo Bueno, Administrador de Empresas, Professor da FGV, Diretor Titular do Departamento de Sustentabilidade do CIESP – Diretoria Regional de Campinas, Diretor Adjunto do Núcleo de Responsabilidade Social do CIESP Estadual – NRS, membro do Comitê de Responsabilidade Social da Federação das Indústrias do Estado de SP = CORES, articulista, consultor e palestrante.

 

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